Veja como estão as condições da Rota do Sol

GZH percorreu os 164 quilômetros que ligam Caxias do Sul a Terra de Areia

Com a chegada do verão e às vésperas do Natal e Ano-Novo, a reportagem de GZH pegou a estrada e percorreu os 164 quilômetros que ligam Caxias do Sul, na Serra gaúcha, e Terra de Areia, no Litoral Norte, para verificar as condições das três rodovias que fazem parte da Rota do Sol e antecipar o que os motoristas terão de enfrentar para chegar ao seu lugar ao sol nesta temporada.


A principal ligação da Serra com as praias do Rio Grande do Sul e Santa Catarina é formada pela RS-122 (km 69 ao 80) em Caxias do Sul, RS-453 (km 141 ao 256) entre Caxias e São Francisco de Paula e também pela RS-486 (km 0 ao 38) entre São Francisco de Paula e Terra de Areia.

As avaliações consideraram cinco pontos, três deles baseados na metodologia usada na Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) de Rodovias: geometria da via, pavimento e sinalização. GZH também analisou a limpeza e os serviços oferecidos.

Em geral, os moradores da Serra que usarem a rodovia encontrarão nesta temporada uma Rota do Sol renovada. Pontos até então considerados críticos receberam nova camada de asfalto no segundo semestre de 2021, melhorando as condições de tráfego.

Entretanto, há dois alertas para o motorista na RS-453 e também na RS-486. A sinalização, principalmente a pintura na via, apresenta desgaste em alguns pontos e trechos recentemente pavimentados ainda aguardam a conclusão da pintura das faixas de trânsito.

A roçada não está em dia, mas também não prejudica a visibilidade ao longo do trajeto. Neste ano, há reforço no policiamento e presença reforçada de bombeiros militares para o atendimento de ocorrências.

Pavimentação

Depois de apresentar uma série de problemas às vésperas da temporada 2020/21, a rodovia está com trafegabilidade melhor depois que os buracos foram tapados após investimentos em pavimentação.

O primeiro trecho de 11 quilômetros pela RS-122, na área urbana de Caxias do Sul, conta com boa pavimentação, apenas asfalto irregular em alguns pontos, mas sem a presença de buracos. Mais à frente, na altura do km 172 da RS-453, após o trevo de acesso a São Francisco de Paula, há dois pequenos buracos, mas que exigem atenção.


O trecho mais crítico da Rota do Sol é no km 6 da RS-486, logo na entrada do primeiro túnel, na descida da Serra, em Itati. Nesse local, deformações na pista provocam trepidações que podem causar problemas aos condutores que precisam reduzir a velocidade no trajeto que é conhecido também por curvas perigosas.

Na faixa litorânea da RS-486, a partir do km 15, em Itati, há trechos com pavimentação nova e outros com remendos de tapa-buracos que provocam ondulações na pista. As ações foram realizadas em outubro deste ano.

Até então um dos pontos mais problemáticos da Rota do Sol, um trecho de 40 quilômetros, entre Lajeado Grande e Tainhas, na RS-453, também recebeu obras de restauro da pavimentação no segundo semestre e que já podem ser percebidos pelos motoristas nesta temporada. Ao contrário de operações recentes, que consistiam no fechamento emergencial de buracos, as equipes trabalham na remoção do asfalto danificado e aplicação de uma nova camada de pavimento. As obras fazem parte do Programa Avançar, do governo do Estado.


Além disso, quem passar pela RS-486 perceberá a instalação de cinco estruturas para a travessia aérea de anfíbios na Rota do Sol, na área da Reserva Biológica Mata Paludosa, em Itati. Essa iniciativa é inédita no país e foi instalada no local porque a área é habitat de espécies em risco de extinção, algumas existentes apenas na região. Os locais estão bem sinalizados porque exigem redução de velocidade.

Limpeza

Há vegetação alta na RS-122 em Caxias do Sul e também na RS-453 a partir de Lajeado Grande, necessitando de roçada. Em um único ponto, na RS-453, a vegetação comprometia a visualização de uma placa de quilometragem. A RS-486 não enfrenta problemas desse tipo. Não há pontos de coleta de lixo e nem acúmulo de resíduos na via.

Serviços

Administrada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a Rota do Sol não tem pedágio. Por isso, não conta com serviço próprio de guincho ou de socorro. O policiamento é realizado pelos pelotões rodoviários de Farroupilha, Gramado e Torres.


Nesta temporada, o Comando Rodoviário da Brigada Militar instalou uma base operacional no km 251 da RS-453, em São Francisco de Paula, em um ponto próximo ao posto dos Avestruzes. Até então, a base do policiamento ficava na sede do Daer, distante cerca de 50 quilômetros da rodovia, impactando na agilidade dos atendimentos de ocorrências de trânsito.

Além dessa base, o Corpo de Bombeiros atua em Lajeado Grande com equipes de 24 bombeiros militares divididos em escalas de 24 horas para suporte em caso de acidentes. O pelotão fica no local até março de 2022.

Contraponto

Por meio da assessoria de imprensa, o Daer informou que a Rota do Sol já recebeu diversas intervenções para contenção da encosta ao longo de 2021. O monitoramento segue, e novas intervenções devem ser programadas onde for identificada necessidade.

Com relação à pintura da pista, durante a Operação Verão, o Daer afirmou as rodovias que ligam o litoral recebem serviços rotineiros para melhorias no pavimento e sinalização. No caso do trecho citado, esse monitoramento é realizado pela Superintendência Regional de Osório, que avaliará as condições do local.