TROVOADAS NA CAMPANHA GAÚCHA



Numa semana que nem os climatologistas nem os analistas políticos acertaram o clima local. Afinal, dias de calor e frio se alternando na Natureza e na conjuntura política.

Num dia teve um raio num céu de brigadeiro, deixando os menos atentos em trepidação emocional, ao Olívio Dutra, ex-prefeito e ex-governador, aceitar concorrer a uma vaga no senado.

O simples anúncio abriu campo para recuos em muitos pontos do mapa político. Ao dizer que queria como suplentes parceiros para que pudesse se licenciar, de quando em quando, para que estes assumissem o posto, foi a hora de mais chuvas e trovoadas para os que contavam com o lugar do atual Lasier Martins, em fragorosa decadência política; como avivou a alma de possíveis aliados que começam a pensar em alianças antes não pensadas.

Beto Albuquerque, do PSB de Geraldo Alckmin, vice de Lula, teimava em disputar o governo, sem dar a mínima atenção ao PT, do qual foi por duas vezes em importante pasta de governo estadual. Só que nos últimos 8 anos o PSB se juntou a tucanos, a emedebistas e companhia, criando um clima de desconfiança nas esquerdas.

Levando um raio na cabeça da direção nacional, Beto larga trovoadas aos quatro ventos, dizendo que não concorre a nada, mas não apoia o PT. Com essa arrogância pode jogar candidatos de seu partido na campanha de Olívio, pois é cativante estar ao lado do conhecido "galo missioneiro" gaúcho, como a juventude de Edegar Pretto poderá começar a imantar outros segmentos. Parece que o General Mourão teve alguns pesadelos no início da semana, tudo indicando que nesta noite com a volta do frio, nem adiantará puxar a coberta de alguns aliados que pegaram seus pelegos para se acautelar do inverno que ainda não terminou.

Para a semana que vem, poucos arriscaram dar algum prognóstico até aqui.

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