REVISITANDO A LITERATURA DO RIO GRANDE DO SUL

Atualizado: 22 de jan.

(Notas sobre Literatura e Guerra Civil de 1893) - Adeli Sell*





1993 marca o CENTENÁRIO da fatídica Guerra Civil de 1893-95. A UFRGS lançou para marcar a data um livro chamado “Literatura e Guerra Civil de 1893”.

Somente, agora, tive acesso ao livro num sebo e li. Lastimo não ter conhecido antes.

Textos curtos de Alcides Maya, Roque Callage, Darcy Azambuja, João Fontoura, Érico Verissimo, Dyonélio Machado, Ivan Pedro Martins, Apparício da Silva Rillo, Josué Guimarães, Laury Maciel e Valter Sobrero Jr estão nele.

Dos 11, pouco conhecia. Conhecia 5 deles. De lá para cá, estou indo atrás de todos eles. E estou vendo o quanto eram importantes para a Literatura do Rio Grande do Sul.

Hoje em dia me dou conta das razões para Alcides Maya ter sido guindado, nos primórdios do século XX, para a Academia Brasileira de Letras. E o quanto são impactantes os contos de Darcy Azembuja, que também foi um grande jurista.

Roque Callege que morreu jovem foi um figura impactante da cultura, sendo louvado por Câmara Cascudo.

Dionélio, Josué, Érico, Laury e Rillo só confirmaram com seus contos da suja Guerra de 93, das degolas, a sua grandeza que conhecia de leituras anteriores.

Já falei no meu programa semanal no Facebook (Porto Alegre 250 anos), o quanto deveríamos revisitar os escritores de antes dos anos 30 do século passado.

Mesmo nós grandes e vorazes leitores, professor, escritor temos lacunas acerca dos escritos deles.

Para comemorar os 250 anos da capital, faz-se necessário revistar a formação e a vida do Parthenon Literário. Revistar a trajetória do Instituto Histórico e Geográfico, como pesquisar mais e mais nas fontes primárias para uma releitura/revisão crítica dos episódios de nossa História e da formação de nossa capital.

Pois, então, estamos pesquisando para uma reedição algumas crônicas do Arquimedes Fortini.

Planejamos com a comunidade da Maria da Conceição falar do Caldre e Fião, nalgum boteco daquela rua, para que saibam o quanto este médico/escritor foi importante.

Noutro local da comunidade vamos falar de Paulino de Azurenha.

Procuramos parceria para um papo nalgum café/bar da Ramiro Barcelos para falar de Antônio Chimango.

Afinal, os desafios já expus, agora, volto à carga.

PS – Para nossos leitores do Porto Litoral Norte estamos dispostos a marcar com as Secretarias de Cultura, Câmaras de Vereadores, Faculdades conversas sobre estes autores e a nossa Literatura em geral.




*Adeli Sell é professor e escritor. Lecionou na FACOS de Osório.

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